segunda-feira, 29 de agosto de 2011


Número de fumantes maiores de 18 anos diminui em Curitiba

Paula Melech

O cigarro já foi símbolo de status e até glamourizado por artistas de cinema de Hollywood nas décadas de 30, 40 e 50.

Mas hoje a realidade é outra. Todos sabem dos males causados pelo fumo, principal fator de risco para o desenvolvimento de muitas doenças pulmonares, como bronquite crônica e enfisema pulmonar.

O Dia Nacional de Combate do Fumo, comemorado hoje ressalta a importância da atitude preventiva em relação ao cigarro.

E é uma data que Curitiba tem motivos para celebrar. O percentual de fumantes a partir de 18 anos caiu de 19,3% em 2009 para 17% em 2010. Em todo o Paraná, 25% da população é fumante, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS).

 
Redução

A maior queda foi observada entre os homens (23% para 18,9%) e entre as mulheres também houve diminuição no número de fumantes (16,1% para 15,4%), fazendo a cidade descer da segunda posição de maior prevalência de fumantes para quinto lugar.

A conclusão decorre da comparação dos resultados das pesquisas Vigitel 2009 e da última versão (2010), divulgada pelo Ministério da Saúde
post

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta sexta-feira (Sinopse Radiobras)


O Globo

Manchete: Dilma troca ministro de Lula por ministro de Lula
Jobim perde a Defesa após novas críticas ao governo; Amorim assumirá

Mal saída da crise nos Transportes, a presidente Dilma Rousseff demitiu ontem o terceiro ministro em dois meses, pouco depois de completar apenas um semestre no Planalto. Ministro da Defesa desde o governo Lula, Nelson Jobim não teve alternativa senão entregar sua carta de demissão ontem à noite, após uma conversa de apenas cinco minutos no Palácio. A demissão, porém, já estava decidida desde cedo. A gota d'água foram declarações de Jobim à revista "Piauí": ele chamou a ministra Ideli Salvatti de "fraquinha" e disse que a colega Gleisi Hoffmann "não conhece Brasília". Semana passada, o então ministro já tinha contrariado a presidente ao confessar que votara no tucano José Serra nas eleições de 2010. O novo ministro da Defesa será Celso Amorim, que foi chanceler do governo Lula. A presidente Dilma indicou a nova diretoria do Dnit e escolheu um general, Jorge Ernesto Pinto Fraxe, para comandar o órgão. (Págs. 1 e 3 a 12)


'A ministra Ideli e até bem gordinha, não fraquinha'
José Sarney, presidente do Senado, ao comentar a declaração de Jobim (Pág. 1)



Medo de nova recessão abala bolsas
Mercado tem o pior dia desde a crise de 2008. Bolsa de Tóquio abre em queda de 3,8%

O temor de nova recessão global fez os mercados despencarem no pior dia desde a crise de 2008. A Bolsa de São Paulo caiu 5,72%. As bolsas europeias e americanas também desabaram. A preocupação é com efeitos negativos de uma desaceleração nos EUA e na Europa. Fragilizadas com embates políticos internos, essas economias enfrentarão novos cortes de gastos que podem levar a uma recessão, o que reduziria investimentos e compras em países emergentes como o Brasil. A Bolsa de Tóquio já abriu em queda de 3,8%. (Págs. 1, 23 a 27, Flávia Oliveira e Miriam Leitão)


Queda em produtos básicos afeta Brasil

Não foi à toa que a bolsa brasileira apareceu como a de maior queda entre os grandes mercados do mundo. Só ontem, a perda foi de US$ 82 bi. Uma nova recessão mundial afetaria preços de produtos como minério de ferro e petróleo, prejudicando diretamente o desempenho de companhias como Petrobras e Vale. (Págs. 1 e 23)

IPI menor para carro não chega ao varejo
O consumidor não será beneficiado pela nova redução do IPI nos carros. O governo estendeu até 2016 o benefício às montadoras que usarem peças nacionais e investirem em inovação. "Ou você dá melhor tecnologia, mais segurança, ou dá preços mais competitivos", disse o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini. (Págs. 1 e 28)

Lei que proíbe celulares em banco não pega
Em vigor há exatos quatro meses, a lei" estadual que proíbe o uso de celulares dentro de bancos não pegou. Em 16 de 20 agências visitadas pelo GLOBO, clientes, funcionários e até vigilantes usavam o telefone sem ser incomodados. (Págs. 1 e 14)


Auditores tinham R$ 13 milhões em dinheiro
A Polícia Federal prendeu ontem oito suspeitos de participar de um esquema de corrupção dentro da delegacia da Receita Federal de Osasco (SP). Destes, cinco são auditores fiscais. Na operação, foram apreendidos R$ 12,8 milhões em dinheiro vivo. (Págs. 1 e 13)

------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo

Manchete: Bolsas desabam e cresce medo de recessão mundial
Queda contagiou mercados após BC europeu comprar títulos de países do euro; Bovespa caiu mais

Os mercados internacionais viveram ontem seu dia mais nervoso desde a crise financeira que travou a economia mundial, em 2008, com a quebra do banco Lehman Brothers, nos EUA.

Da Ásia à América, passando pela Europa, as Bolsas registraram quedas significativas, mostrando que o pessimismo domina os investidores em relação a economia, em especial nos países mais desenvolvidos. (Págs. 1 e Mundo)

Vinícius Torres Freire
Euforias recentes eram apenas festa dos investidores

Não se sai sem dor de catástrofe como a de 2008. As euforias de 2010/2011 eram só festa dos que viam ativos financeiros se valorizarem rapidamente. (Págs. 1 e Mercado B4)

Dilma tira Jobim da Defesa e põe o ex-chanceler Amorim
A presidente Dilma Rousseff oficializou a demissão de Nelson Jobim do Ministério da Defesa e escolheu o ex-chanceler Celso Amorim para assumir a pasta. Jobim é o terceiro ministro a cair em sete meses de governo.
A saída se dá após a revelação de que ele chamou Ideli Salvatti de "fraquinha" e disse que Gleisi Hoffmann "nem conhece Brasília". A declaração foi dada a revista "Piauí", na qual relatou ainda um diálogo com Dilma. (Págs. 1 e Poder)

Igor Gielow

Ministro demitido foi a 1º titular de fato da pasta. (Págs. 1 e Poder A7)

Eliane Cantanhêde

Militares criticam diplomata à frente do ministério. (Págs. 1 e Poder A6)

Novo massacre na Síria eleva as mortes para 250 em 5 dias
Forças de segurança sírias mataram mais cem pessoas em Hama nos últimos dois dias, elevando o número de mortos para 250 desde domingo, segundo ativistas de direitos humanos.

O ditador Bashar Assad liberou a criação de partidos, mas a medida foi vista como "quase provocação" pela França. (Págs. 1 e Mundo A17)

Liminar susta lei que permitia vender quadra no Itaim Bibi
Uma liminar suspendeu a lei que autorizava a prefeitura a vender uma área no Itaim Bibi, em troca da construção de 200 creches na periferia. Para o juiz, a lei traria prejuízo irreversível a cidade, pois o tombamento do local está em discussão.

A prefeitura informou que não havia sido notificada da decisão. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Boa notícia
Concurso vai dar R$12 mil a escola que incentivar leitura (Págs. 1 e Cotidiano C3)


Foto legenda: Acirrados
Protestos nas ruas se intensificaram ontem; os estudantes chilenos enfrentaram a polícia e, à noite, invadiram estação de TV do presidente. (Págs. 1 e Mundo A15)


Editoriais
Leia as "As falas de Jobim" sobre a gestão do ministro e a sua queda, e "Desmatamento à vista", acerca do aumento da destruição da floresta na Amazônia. (Págs. 1 e Opinião A2)

------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo

Manchete: Mercado global derrete por temor nos EUA e na Europa
Perspectiva de recessão americana e de calote espanhol e italiano causa queda semelhante

O mercado financeiro global viveu uma quinta-feira semelhante aos piores momentos da crise que eclodiu em setembro de 2008, com a quebra do Lehman Brothers. Bolsas de valores caíram no mundo todo, commodities se desvalorizaram e o dólar teve forte alta. Alguns analistas chegaram a falar em pânico. Os motivos foram o temor de que os EUA voltem a entrar em recessão e o risco de que grandes países europeus, como Itália e Espanha, tenham problemas para honrar dívidas. O presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Durão Barroso, afirmou que a turbulência já deixou a periferia e agora atinge o centro da União Europeia. O Ibovespa recuou 5,72%, maior queda porcentual desde novembro de 2008, e o dólar subiu l,28%, para R$ 1,582. A Bolsa de Nova York perdeu 4,31% e registrou a maior queda em pontos desde dezembro de 2008. A Bolsa de Londres recuou 3,43%, e a de Frankfurt, 3,40%. (Págs. 1 e Economia B1, B3 e B4)

Análise
Celso Ming
Pesada intervenção

Os contra-ataques dos grandes bancos centrais à forte valorização de suas moedas passaram a impressão de que a tal guerra cambial seja agora bem mais descarada. Foi o que detonou o pânico nos mercados. (Págs. 1 e Economia B2)

Governo diz que o País está preparado

O ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do BC, Alexandre Tombini, disseram que o País tem mecanismos para assegurar a estabilidade e lidar com agravamento da crise. (Págs. 1 e Economia B4)

Jobim cai e Amorim assume Defesa
Dilma toma decisão depois que revista publicou críticas do ministro a colegas; é o terceiro a sair em sete meses

A presidente Dilma Rousseff demitiu o ministro da Defesa, Nelson Jobim, terceiro integrante do primeiro escalão a cair em sete meses de governo - todos eles herdados da gestão Lula. Ele será substituído pelo ex-chanceler Celso Amorim. A queda de Jobim foi motivada por suas críticas às ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais), publicadas na revista Piauí. No texto, atribui-se a Jobim declaração segundo a qual "Ideli é muito fraquinha e Gleisi nem sequer conhece Brasília". À tarde, Dilma avisou Jobim que o demitiria se ele não renunciasse ao cargo. O ex-ministro disse que seus comentários foram tirados do contexto. (Págs. 1 e Nacional A4, A6 e A7)

Lula critica 'deselegância'

"Não é correto fazer críticas sobre outros ministros, não é elegante", disse Lula sobre Jobim. (Págs. 1 e Nacional A7)

Síria oferece 'abertura', mas mantém repressão
O regime sírio anunciou uma série de medidas políticas supostamente democráticas, incluindo o multipartidarismo, ao mesmo tempo que suas forças de segurança intensificaram as operações militares na cidade de Hama, foco da oposição, onde mais de cem pessoas foram mortas nos últimos dias. A "abertura" síria foi vista com ceticismo no Ocidente. "Já vimos uma série de declarações vazias (de Damasco) e fica difícil levar a sério as novas medidas", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. (Págs. 1 e Internacional A10)

PF apreende R$ 12,9 mi em dinheiro vivo em SP (Págs. 1 e Economia B8)


Justiça barra venda de quarteirão do Itaim (Págs. 1 e Cidades C1)


Fernando Gabeira
Copa e suas armadilhas

A escolha do Brasil para sediar o evento significa grande oportunidade. É como se fosse um pênalti. Às vezes, entretanto, perde-se pênalti. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)


Nelson Motta
As empreiteiras e a corrupção

Nunca se viu uma grande empreiteira condenada por suborno. No Brasil criou-se a figura do corrupto sem corruptor. (Págs. 1 e Nacional A8)


Notas & Informações
Quinta-feira negra

Faltou preparação ao Brasil para enfrentar uma nova fase de turbulência no mundo. (Págs. 1 e A3)

------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense

Manchete: Dilma demite mais um ministro da era Lula...
A situação de Nelson Jobim era insustentável. Ele já havia constrangido publicamente a presidente pelo menos três vezes. A primeira, quando, em homenagem aos 80 anos de Fernando Henrique, o então ministro da Defesa citou o escritor Nelson Rodrigues e discursou: "Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia". A segunda estocada à gestão Dilma foi quando declarou que votara em Serra nas eleições do ano passado. Para completar, criticou as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil): "A Ideli é muito fraquinha, e a Gleisi nem sequer conhece Brasília". Irritada, a presidente o demitiu por telefone. "Ou você pede para sair ou saio com você", sentenciou. Prestigiado por FHC e Lula, Jobim se mostrava claramente contrariado com a perda de espaço no atual governo. É o terceiro ministro a cair em menos de três meses. Os outros dois foram Antonio Palocci e Alfredo Nascimento. Todos os três ligados a Lula.


...e põe outro lulista no lugar

Queda de Jobim marca a volta de Celso Amorim ao governo. Ex-chanceler foi o guru de Lula na política externa, que é hoje o principal ponto de divergência entre a gestão de Dilma e a do antecessor (Págs. 1 e 2 a 4)

Crise externa deixa mercados em pânico
Temor de piora nas finanças dos EUA e da Europa levou os principais bancos centrais a tomar medidas para proteger suas economias. Bolsas desabaram no mundo inteiro. A Bovespa foi a que mais sofreu, caiu 5,72%, a maior baixa desde novembro de 2008. (Págs. 1 e 8 a 10)


Planos de saúde: E-mail? ANS só receberá reclamações por telefone
A agência que regulamenta o setor suspendeu o atendimento pela internet, após descartar 10 mil queixas, conforme informou o Correio em julho. A partir de hoje, começam a valer as novas regras para migração dos contratos assinados antes de 1999. (Págs. 1 e 13)


Habitação: Mais 128 cooperativas
Confira a lista de entidades autorizadas pelo GDF a participar dos programas para compra da casa própria. (Págs. 1 e 23)

------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico

Manchete: O pior dia desde a crise de 2008
A perspectiva de nova recessão global, agravada por uma crise sem precedentes na zona do euro, que arrasta Espanha e Itália, arrasou os mercados ontem. As enormes quedas das bolsas, puxadas pelas ações de indústrias e de commodities, lembraram os dias de pânico que marcaram o desenrolar da crise financeira de 2008. A Bolsa de Nova York teve seu maior recuo em dois anos e fechou em baixa de 4,3%. A Bovespa caiu 5,7%, a maior queda desde novembro de 2008, e acumula perda de 23,8% no ano.

As principais bolsas do mundo já estão 10% abaixo de seus picos recentes, uma indicação de mudança significativa de rumo. Vários sinais de perigo iminente que assombraram os mercados ao longo da semana confluíram ontem para compor um quadro assustador. O medo de uma recessão, nutrido pela perda de fôlego da indústria nas principais economias do mundo, moveu as commodities para baixo e, com mais força, o petróleo, que teve a maior queda em cinco meses em Nova York, onde o barril do WTI foi cotado a US$ 86,83. As ações de mineradoras e dos grandes traders de commodities levaram uma surra, embora não tão forte quanto a dos bancos europeus, que estão no olho do furacão. (Págs. 1, C1, C2, C7, D1, D2 e A2)

Dilma troca Jobim por Amorim
Após um longo processo de desgaste, provocado por declarações polêmicas, Nelson Jobim foi demitido ontem do Ministério da Defesa e será substituído pelo ex-chanceler Celso Amorim.

O destino de Jobim foi definido pela presidente Dilma na tarde de ontem, após ler a íntegra da reportagem concedida pelo ex-ministro à revista "Piauí", na qual classificou a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, de "fraquinha" e disse que a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, não conhece Brasília. Na véspera, Jobim encontrou-se com Dilma, mas não citou a entrevista. (Págs. 1 e A7)

Foto legenda: O conselho do pai do Bric
Jim O'Neill, o criador do Bric, sugere que o Brasil faça um aperto fiscal para evitar novas altas de juros, que podem levar à valorização do real e a problemas no balanço de pagamentos. (Págs. 1 e A12)


Novo cenário inverte as expectativas para os juros
O mercado financeiro brasileiro já indica que o Brasil será atingido pela crise global. O cenário para os juros foi corrigido e passou a indicar a probabilidade de o Banco Central começar a cortar a taxa Selic no início de 2012. Os contratos para janeiro de 2013 perderam 0,17 ponto percentual e fecharam em 12,35% ontem. Há uma semana, essa taxa estava em 12,70%.

Com base nesse quadro, o governo brasileiro tomou medidas duras para o mercado de derivativos cambiais na semana passada e anunciou, nesta semana, um programa de incentivos fiscais à indústria. "Situação extraordinária requer medidas extraordinárias", disse o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Ele foi um dos artífices das duas medidas. A MP instituiu o IOF de 1% sobre as variações das posições vendidas em câmbio. (Págs. 1, A2, C1 e C2)

'A candidata natural sou eu', diz Marta
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) não se intimida com o empenho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela candidatura do ministro Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. "Lula tem uma força enorme no partido, mas não é maior que o processo e a conjuntura. A candidata natural sou eu. O ungido é ele [Haddad]", disse ao Valor. Marta não acredita que a defesa de bandeiras homossexuais desperte reação conservadora: "Sou petista porque sou católica". Segundo ela, sua candidatura ajudaria o governo a recompor relações com o PR, já que seu suplente é do partido. (Págs. 1 e A8)


MEC limita oferta de pós e MBA
Instituições não educacionais como fundações, ONGs, hospitais e universidades corporativas perderam a possibilidade de obter credenciamento especial junto ao Ministério da Educação para oferecer cursos de pós-graduação lato sensu no país. A decisão circula hoje no Diário Oficial da União e afeta algumas das principais escolas de negócios, que só poderão conceder certificados de especialização a turmas que iniciaram as aulas até 31 de julho.

A medida não proíbe a oferta de cursos de educação continuada, mas eles serão considerados livres ou precisarão ser credenciados como mestrados profissionais. Neste caso, precisarão ser avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). (Págs. 1 e D10)

Celular indiano da Micromax chega ao país
A Micromax, maior fabricante indiana de celulares, anuncia na próxima semana sua chegada ao mercado brasileiro. Vai atuar, inicialmente, em parceria com a Nagem - distribuidora e varejista de eletrônicos de Pernambuco. A estratégia será a oferta de aparelhos baratos, entre R$ 150 e R$ 500, principalmente no mercado nordestino. Toda a distribuição será no varejo convencional e não pelas operadoras de telefonia. (Págs. 1 e B3)


Ponto eletrônico desafia empresas
A menos de um mês para a entrada em vigor da norma que exige das empresas a instalação de ponto eletrônico para o controle de entrada e saída de funcionários, grande parte das companhias ainda não adquiriu o equipamento. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Fabricantes de Equipamentos de Registro Eletrônico de Ponto (Abrep), as vendas estão baixas. As 33 associadas à entidade - 95% dos fabricantes com sistemas reconhecidos pelo Ministério do Trabalho - comercializaram até agora 260 mil unidades, em um mercado potencial de 700 mil máquinas.

A exigência começa a valer no dia 1º de setembro, após dois adiamentos, um deles justamente por falta de equipamentos no mercado. "Estão deixando para comprar na última hora, esperando para ver se não haverá um novo adiamento", diz Dimas de Melo Pimenta III, presidente da Abrep e vice-presidente da Dimep Sistemas. Muitas empresas também questionam a obrigação na Justiça, mas poucas têm vencido. A maioria consegue apenas livrar-se da exigência de impressão em papel dos horários de entrada e saída dos funcionários. (Págs. 1 e E1)

Hugo Chávez capitaliza doença de olho na reeleição (Págs. 1 e A9)


Kraft anuncia cisão e mira mercados emergentes (Págs. 1 e B11)


Fernando Limongi descarta crise no governo Dilma (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)


Investimentos desaceleram
Após crescer mais de 20% no ano passado, o investimento na ampliação da capacidade produtiva avança em ritmo menor. Para o primeiro semestre, analistas estimam alta de 7% sobre igual período de 2010. (Págs. 1 e A3)


Incentivo à importação
Estudo da Fundação Getúlio Vargas (SP), com apoio do Ipea, mostra que a sobrevalorização do real, superior a 30%, anulou a proteção conferida à indústria brasileira pelas tarifas de importação. (Págs. 1 e A3)

Campari compra Sagatiba
A italiana Campari comprou a marca brasileira de aguardente Sagatiba, lançada em 2004 pelo empresário Marcos Moraes. A intenção é internacionalizar a cachaça. "O Brazil life style' vai ganhar força com a Copa e a Olimpíada no Rio e queremos aproveitar isso", diz Bob Kunze-Concewitz. (Págs. 1 e B7)


Transnordestina nos trilhos
Responsável pela Transnordestina, a Companhia Siderúrgica Nacional já fechou os primeiros contratos de transporte de cargas pela ferrovia, que deve iniciar parcialmente as operações no fim de 2012. (Págs. 1 e B8)

Usinas testam sorgo para etanol
Tradicionalmente considerado como o primo pobre do milho no mercado de rações, o sorgo começa a ganhar importância na produção de etanol. Desde o ano passado, há vários experimentos sendo conduzidos por usinas de São Paulo, Goiás e Minas. (Págs. 1 e B14)

Ideias
Gustavo Franco

Uma regulação mal feita, como a prevista no novo pacote cambial, é pior do que a ausência de regulação. (Págs. 1 e A10)


Ideias
Armando Castelar

Brasil precisa de uma estratégia para a infraestrutura que permita elevar o investimento e aumentar a sua eficiência. (Págs. 1 e A11)

------------------------------------------------------------------------------------
Estado de Minas

Manchete: Reação em três atos
Jobim desafina novamente e é demitido. Celso Amorim assume Ministério da Defesa

Depois de constranger o governo, afirmando ter votado em José Serra nas eleições de 2010, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, tornou insustentável sua permanência, ao dizer que a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, “é muito fraquinha” e que a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, “sequer conhece Brasília”. Dilma o demitiu e nomeou para o seu lugar o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.

Foto legenda: Jobim na Amazônia: último compromisso como ministro.

Foto legenda: Cidades históricas adotam medidas e vão à Justiça contra a degradação do patrimônio

Em Santa Luzia, MP aguarda liminar para proibir o tráfego pesado, que causa trepidação no Centro Histórico. Outros municípios como Ouro Preto, Congonhas, Carangola e Montalvânia firmam acordos e aprovam leis para preservar monumentos e sítios arqueológicos da ação predatória de mineradoras, empresas e comércio. (Págs. 1, 3, 4, 12, 21, 22 e o Editorial ’A favor do patrimônio’, 10)


BH cancela obra para o trânsito
Prefeitura desiste de criar corredor rápido para ônibus (BRT) na Avenida Pedro II e alega falta de dinheiro para desapropriações. Projeto fazia parte de melhorias para a Copa de 2014. (Págs. 1 e 23)


E agora? Bolsa tem o pior dia desde 2008
Bovespa acompanhou tendência mundial após o acordo dos EUA e registrou queda de 5,72% ontem. Especialistas dizem que palavra de ordem é cautela para investidores e oportunidade para quem está fora. (Págs. 1 e 17)

IPI menor: Montadoras dizem que redução vai demorar
Fabricantes de veículos alegam que desoneração não é simples como o governo planeja. (Págs. 1 e 14)


Golpe na Receita: Auditores desviaram R$ 3 bilhões
PF prende em São Paulo oito pessoas, entre elas cinco auditores da Receita Federal, acusadas de reduzir ou cancelar multas. Foram apreendidos R$ 12,9 milhões em dinheiro. (Págs. 1 e 8)


Mais de 500 presos no Chile
Polícia reprime protestos de estudantes contra reforma do sistema de ensino. (Págs. 1 e 19)

------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Commercio

Manchete: Lua de mel vira tragédia em Porto
Casal do Distrito Federal morreu afogado, ontem, em frente ao hotel onde estava hospedado na praia mais badalada do Estado. Hóspedes e uma enfermeira tentaram reanimar os dois, sem sucesso. (Págs. 1 e Cidades 5)


Bolsas despencam pelo mundo
Medo de desaceleração da economia global e da crise na Europa provocou reação. Bovespa caiu 5,72%. (Págs. 1 e Economia 1 e 2)


Celso Amorim vai substituir Jobim (Págs. 1, 3 e 4)


Polícia localiza um arsenal em loja de Caruaru (Págs. 1 e Capa Dois)


Médicos farão novo protesto em setembro (Págs. 1 e Economia 6)


Dilma volta ao Nordeste em visita a Juazeiro (Págs. 1 e 6)


PF apreende 15,8Kg de pasta de cocaína (Págs. 1 e Cidades 1)


Poucos presos têm dinheiro para fiança (Págs. 1 e Cidades 2)


------------------------------------------------------------------------------------
Zero Hora

Manchete: Críticas à equipe de Dilma derrubam Jobim
Após saída de gaúcho, Ministério da Defesa será comandado pelo ex-chanceler Celso Amorim.

Escolha de Amorim desagrada a militares. (Págs. 1, 4, 5, Rosane de Oliveira 10 e Carolina Bahia, 15)

Temor de recessão global sacode mercados
Como o Brasil pode ser atingido pela nova onda de crise, capaz de repetir 2008. (Págs. 1 e 16)


Ação contra hackers: Estado redobra vigilância em sites
Procergs, BM e Assembleia ampliaram equipes para garantir segurança. (Págs. 1 e 6)

------------------------------------------------------------------------------------
Brasil Econômico

Manchete: Bolsa tem queda de 5,72%, a maior desde a crise do subprime em 2008
Ibovespa recuou até 6,05% na mínima do dia, seguindo tendência das principais bolsas globais. Nos EUA, o Dow Jones caiu 4,31%

Economistas como Maurício Molan, do Santander, evitam comparações com 2008, lembrando que agora não há estopins: “Os que poderiam ser, como o salvamento da Grécia ou o acordo da dívida dos EUA, foram positivos”. Mônica Baumgarten de Bolle cita a desarticulação política americana e europeia como mais preocupante do que os problemas econômicos. Atentos para os efeitos da crise nos países emergentes, os ministros de Economia da União de Nações Sul- Americanas (Unasul) reúnem-se a partir de hoje em Lima, no Peru. Vão discutir a criação de um mecanismo conjunto de defesa que atuará caso haja uma fuga em massa de capitais, como a criação de bancos de compensação financeira. (Págs. 1 e 4)

São necessários novos ajustes para que o país possa enfrentar a crise, avaliam economistas. (Pág. 1)

Dona do JBS, família Batista negocia compra da Assolan
Controladores do maior frigorífico do país traçam estratégia agressiva para a Flora, operação de higiene e limpeza, e lideram disputa pela marca de palha de aço e do sabão em pó Assim, da Hypermarcas. (Págs. 1 e 18)


Faltam timoneiros para singrar os mares do Brasil
A exploração das reservas do pré-sal e a retomada do transporte via navios de cabotagem elevaram a demanda por oficiais de Marinha, mas empresas do setor alertam que o ritmo de formação, lento, pode provocar um apagão no setor nos próximos anos. (Págs. 1 e 10)

Mercedes-Benz e LandRover ampliam linhas
Montadoras se preparam para trazer novos veículos ao país, aumentam o número de revendas e contam com alta de até 100% nos negócios neste ano. Números da Anfavea mostram que os importados responderam por 22% dos licenciamentos em julho.(Págs. 1 e 22)


Campari prepara a expansão da cachaça Sagatiba
Companhia italiana que atua em 190 países e pagou R$ 40 milhões pela empresa do empresário Marcos de Moraes planeja ampliar presença da marca no exterior. A Campari triplicou seu faturamento no Brasil em dez anos. O país responde por 20% das vendas globais. (Págs. 1 e 20)

Após criticar as ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann, Nelson Jobim perdeu o posto no Ministério da Defesa. Em seu lugar, entra Celso Amorim, que foi ministro das Relações Exteriores do governo Lula. (Págs. 1 e 40)


------------------------------------------------------------------------------------

terça-feira, 5 de julho de 2011

Câmara deve adiar a votação da Emenda 29, da Saúde

Sérgio Lima/Folha
Vai virar pó a promessa do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), de votar antes do início do recesso legislativo a emenda que reforça o caixa da saúde.
A prorrogação por três meses do decreto que autoriza a liberação de emendas orçamentárias restaurou a fidelidade dos deputados governistas ao Planalto.
Azeitado pelas verbas, o condomínio que dá suporte congressual a Dilma Rousseff cuida de desarmar as bombas legislativas que acionara para pressionar o governo.
Há duas semanas, em reunião com os líderes partidários, Marco Maia anunciara a “decisão” de levar a voto a Emenda 29, que trata do orçamento da saúde.
A votação ocorreria, disse o presidente da Casa, “na primeira semana de julho”, antes do início do recesso parlamentar do meio do ano, marcado para o dia 18.
Na ocasião, ainda às voltas com a ameaça de Dilma de bloquear a liberação de R$ 4,6 bilhões em emendas de parlamentares, os líderes soltaram fogos.
Agora, o cenário é outro. O Planalto foi informado por seus operadores políticos no Congresso de que a encrenca deve ser empurrada para o segundo semestre.
O governo ganhará, assim, tempo para tentar construir uma fórmula que concilie o reforço do caixa da saúde com a política econômica de cintos apertados.
No gogó, vários deputados ainda simulam interesse pela votação da emenda da saúde. Nos subterrâneos, os líderes ajeitam o adiamento.
Invoca-se como pretexto a presença na pauta de um projeto de lei do governo que tramita com o selo da “urgência”.
Trata-se da proposta que cria o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).
Reza o regimento que as matérias que correm em regime de urgência têm prioridade na fila de votação. Nada pode ser votado antes, exceto as medidas provisórias.
Ou seja: para votar a Emenda 29, os deputados teriam de apreciar antes o projeto do Pronatec. E não há a menor disposição de fazê-lo.
Invoca-se uma conspiração do relógio. Alega-se que, a duas semanas do fim do semestre legislativo, só há tempo para votar um par de medidas provisórias.
Uma delas corrige a tabela do Imposto de Renda. A outra reduz de 11% para 5% a alíquota de contribuição do microempreendedor individual para a Previdência.
De resto, prevê-se votar apenas a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), sem a qual os congresisstas não podem entrar em recesso.
A emenda da saúde perambula pelos escaninhos do Congresso desde 2003, primeiro ano da gestão Lula.
Foi aprovada no Senado por unanimidade. Votou a favor inclusive a ex-senadora Ideli Sanvatti (PT-SC).
A mesma Ideli que, agora vestida de ministra-coordenadora política do Planalto, participa da manobra protelatória.
A emenda já foi aprovada também na Câmara. Para completar a votação, resta apreciar um “destaque” (pedido de votação em separado) que retira do texto a CSS.
A CSS é uma espécie de sucessora da CPMF, o imposto do cheque, que o Senado mandou à cova em 2007.
Ao ressuscitar a Emenda 29, Marco Maia acertara com os líderes a rejeição da CSS. Algo que faria da proposta um aleijão, já que não ficaria claro de onde viriam as verbas.
A destinação de dinheiro para o custeio do SUS está prevista na Constituição. A Emenda cuida de especificar os percentuais que cabem a cada ente da federação.
Pela proposta, Estados e municípios entrariam com os mesmos percentuais que lhe cabem hoje –12% e 15% respectivamente.
O governo federal entraria com 10%. Hoje, não há percentual definido. Estima-se que o Tesouro gaste algo como 7% ao ano. O Planalto alega que não tem como prover mais.
Além de fixar percentuais, a Emenda 29 estabelece os tipos de despesas que podem ser computados como investimentos em saúde.
Para atingir os 12% que lhe cabem, vários Estados vêm recorrendo à maquiagem de suas contas.
Computam como gastos em saúde de reformas em presídios a aposentadorias de servidores.
Em notícia veiculada nesta segunda (4), as repórteres Daniela Lima e Mariana Schreiber informaram:
Os desvios de finalidade sorveram do caixa da saúde R$ 11,6 bilhões entre 2004 e 2008.
A Emenda 29, se aprovada, fecharia os drenos. Com o adiamento, permanecerão abertos.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Governo vai mapear os serviços de saúde no país


Decreto estabelece novo modelo de gestão do SUS, estabelecendo metas por região


Decreto publicado nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial da União fixa regras para reorganizar o Sistema Único de Saúde (SUS) e melhorar o acesso aos serviços na área em todo o país. O decreto estabelece um novo modelo de gestão, definindo obrigações para estados e municípios.

Uma das principais mudanças é o mapeamento dos serviços de saúde por regiões. O governo vai dividir o país de modo a agrupar as cidades com condições econômicas e sociais semelhantes. Cada região dessa terá metas diferentes, de acordo com a realidade local.

Atualmente, as metas são definidas de modo geral, a cada quatro anos. Além disso, e não há um monitoramento sobre o cumprimento de objetivos específicos.

Os estados e os municípios que não atenderem às regras poderão ter verba bloqueada. Se forem eficientes, poderão ganhar mais recursos.

Por meio de listas divulgadas pela internet ou disponíveis em hospitais e postos de saúde, os usuários terão acesso a informações sobre quais serviços são oferecidos em cada região.

Construído a partir de diálogo com os estados (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), os municípios (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o decreto regulamenta a Lei Orgânica da Saúde, que entrou em vigor em 1990.

O decreto define e consolida o modelo de atenção regional, em que municípios vizinhos deverão se organizar para ofertar atendimento de saúde às suas populações. Cada uma das 419 regiões identificadas deverá ter condições para realizar desde consultas de rotina até tratamentos complexos. Caso não haja capacidade física instalada naquela região para a execução de determinado procedimento, os gestores da rede terão de fechar parceria com outras regiões, que atenderão a essa demanda.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Após um ano, ANS volta a cobrar planos por uso do SUS

DE SÃO PAULO
Hoje na Folha Após ficar quase um ano sem pedir de volta às seguradoras de saúde ressarcimento das internações de conveniados em hospitais públicos, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) bateu recorde de cobrança e arrecadação neste ano, informa a reportagem de Dimmi Amora, publicada na edição desta segunda-feira da Folha.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A agência arrecadou de janeiro a maio deste ano R$ 25 milhões, valor superior à soma dos anos de 2008, 2009 e 2010.

Relatório feito a pedido da Folha revela que a agência voltou a emitir notificações para as operadoras em julho do ano passado.
Por problemas administrativos, a ANS ficou, entre 2008 e 2009, sem fazer notificações, o que gerou um alerta do TCU (Tribunal de Contas da União) e multa à agência.

Editoria de arte/Folhapress

terça-feira, 14 de junho de 2011

Dia Mundial do Doador de Sangue: Brasil precisa de mais voluntários ( Por Dandara Medeiros )

Para doar sangue é preciso ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos e comparecer a um Hemocentro com documento com foto e válido no território nacional. Saiba mais

No Dia Mundial do Doador de Sangue, lembrado nesta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pede que mais pessoas em todo o mundo tomem a decisão de se voluntariar como doador e salvar vidas.
O tema este ano é Mais Sangue, Mais Vida e reforça a necessidade classificada pela OMS como urgente de que mais pessoas realizem doações de sangue de forma regular – não apenas esporádica.
Dados mostram um total de 92 milhões de doações de sangue por ano em todo o mundo. Dos 80 países com baixas taxas de doação de sangue (menos de dez doadores para cada mil habitantes), 79 são nações em desenvolvimento.
De acordo com a OMS, a doação de sangue beneficia mulheres com complicações durante a gravidez e durante o parto; crianças com anemia severa em resultado de malnutrição e malária; pessoas com graves traumas provocados por acidentes; e pacientes com câncer e que passam por algum tipo de cirurgia.
A decisão de doar sangue pode salvar diversas vidas, uma vez que componentes como as células vermelhas, as plaquetas e o plasma são separados e direcionados para pacientes com complicações distintas de saúde.

Apenas 1,9% da população brasileira doa sangue regularmente
Dados do Ministério da Saúde indicam que 1,9% dos brasileiros doa sangue regularmente. A taxa está dentro do parâmetro de 1% a 3% definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas, de acordo com a pasta, ainda precisa melhorar.
Para doar sangue é preciso ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos e comparecer a um Hemocentro com documento com foto e válido em todo território nacional.
O ministério orienta que o doador não esteja em jejum, tenha dormido pelo menos seis horas e não tenha ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação. É necessário também evitar o cigarro por pelo menos duas horas e o consumo de alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.
Não podem doar sangue pessoas que tiveram diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade; mulheres grávidas ou amamentando; pessoas expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como aids, hepatite, sífilis e doença de chagas; usuários de drogas; e pessoas que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual sem uso de preservativos.


Agência Brasil

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Microscópio detecta câncer de pele em menos de um segundo (Postado por Erick Oliveira)

O Instituto Fraunhofer, na Alemanha, desenvolveu um microscópio capaz de detectar o melanoma, câncer que atinge o tecido epitelial, em áreas suspeitas da pele. Pequeno e de formato plano, o aparelho fornece o resultado em frações de segundo.

O microscópio ultrafino consiste em múltiplos canais de imagem, com lotes de lentes minúsculas dispostas uma ao lado da outra. Cada canal registra um pequeno pedaço – de aproximadamente 300 µm² – do objeto a ser analisado. Em seguida, um programa de computador reúne todos e gera a imagem completa.Todos os pedaços da imagem são capturados ao mesmo tempo, por isso o resultado obtido por este microscópio vem tão rápido. Um equipamento convencional varre a superfície ponto por ponto, registrando inúmeras imagens antes de criar a imagem completa, o que leva muito mais tempo. Assim, este novo aparelho pode obter imagens em alta resolução da pele em uma única passagem, detectando células malignas rápida e facilmente.

Os pesquisadores do Instituto já produziram um primeiro protótipo, que será apresentado em uma feira em Munique no final de maio. Porém, o microscópio só deverá entrar em produção em pelo menos um ou dois anos. Segundo os cientistas, esta tecnologia pode ter ainda outras diversas aplicações, como examinar a autenticidade de documentos.